Artê

All that matters

03.08.10 | Permalink | Comment?

Fui nas duas Gagosian Gallery de NY no sábado, numa pra ver Alexander Calder e na outra pra ver Damien Hirst. Bastante impressionante, mas isso foi a melhor parte do passeio:

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Essa etiqueta, que vinha numa caixinha com agulha, linha de costura e tesourinha, estava à venda na loja por US$150. É a mesma etiqueta que aparece costurada em peças de roupa da mesma Cynthia Rowley. Está disponível aqui também.

Eu, Minhas Fotos, NY

Roaring 1920’s

02.12.10 | Permalink | Comment?

Charleston

Charleston, St-Germain Cocktails, ir de ferry até Governor’s Island, bicicletas, cabo-de-guerra, um desfile de chapéus, um concurso de tortas e um show de burlesco. Como foi divertido aquele dia.

NY

Hart Island, New York

02.09.10 | Permalink | 2 Comments

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Por razões que eu prefiro ignorar, meu namorado acabou de me mandar um email que continha apenas um link pra entrada “Hart Island, New York” na Wikipedia. Eu nunca tinha ouvido falar nessa ilhota de 40 hectares que fica a leste do Bronx e não é acessível ao público.

Essa ilha já foi usada como prisão provisória, campo de concentração de presos da guerra da Confederação, um reformatório, hospício, local de quarentena para febre amarela, asilo para idosos, para tuberculosos e como depósito de mísseis anti-aéreos. Desde 1869 é um cemitério de indigentes da cidade, e o número de corpos enterrados lá desde 1869 varia de 750.000 a mais de 800.000, dependendo da fonte.

Dizem que não só indigentes são enterrados lá, mas também pessoas cujas famílias não tinham dinheiro para pagar um funeral, e corpos de pessoas que não foram identificadas por ninguém duas semanas após a morte. A história é que um terço dos corpos são de crianças com menos de 5 anos que morreram no hospital, muitas dessas natimortas. Os pais, quando assinam um “enterro municipal”, não sabem pra onde o corpo vai, ou que ele será enterrado em um caixão de pinho sem uma tumba individual. Até bem pouco tempo os registros eram bem difíceis de encontrar, o que tornava uma busca pelo filho morto anos mais tarde quase impossível.

Os enterros são feitos por detentos de Riker’s Island, sem cerimônia, evitando gastar mais dinheiro do contribuinte. Cada vala é marcada e enterra 150 corpos de uma vez, 2 por 3 por 25. Depois de 25 a 50 anos do enterro, quando a decomposição já está avançada, corpos são removidos pra dar lugar a novos mortos.

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Mais sobre Hart Island aqui e aqui.

(Essa história toda me lembrou a história bizarra de um certo projeto de web de orçamento modesto que incluía a digitalização de registros de nascimento e falecimento de mais de um milhão de pessoas que existiam apenas em papel, em Utah. Ninguém queria trabalhar na digitalização pela grana oferecida, só um bando de mórmons tava moito afim. Depois do projeto finalizado, descobriu-se que os mórmons curtem horrores moito que TODO MUNDO AND THEIR MOTHERS seja mórmon –se tu vira mórmon, eles supostamente só completam a tua conversão se tu concordar em converter os teus antepassados– e que eles batizaram TODAS AS PESSOAS DO REGISTRO como mórmon. Como eles fizeram isso é que eu não sei.)

Minhas Fotos

Move You

02.08.10 | Permalink | Comment?

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Minhas Fotos, NY

Verão Invencível

01.29.10 | Permalink | Comment?

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Brooklyn, Eu

If the rain comes II

01.14.10 | Permalink | 1 Comment

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Fotos de chuva do verão passado que achei no meu harddrive: só porque eu não aguento mais esse inverno daqui.

Mais chuva de verão aqui.

Brooklyn

Nada acontece, nunca

01.12.10 | Permalink | Comment?

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Descobrimos Vinegar Hill, um bairro no Brooklyn, andando de bicicleta uma primavera dessas. É um bairro histórico atualmente habitado por hippies velhos que moram lá desde os anos 70.

Eu

Nossos gatos novos

01.10.10 | Permalink | Comment?

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O da esquerda se chama CAT e o da direita, THE OTHER ONE. Não conseguimos decidir os nomes ainda, nem sabemos se seremos bons pais de gatos. Vamos ver.

Brasil, Eu, Lost in Translation, NY

Suando a roupa de Papai Noel

01.07.10 | Permalink | 2 Comments

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Vou ignorar que ainda tem um post de 2008 na capa do blog, ok?

Fui pro Brasil de última hora nesse natal pra fazer um intervalo de sauna e calor nessa minha fria existência de -7 graus Celsius todos os dias. Eu achava que, a essa altura, voltar para o Brasil não traria mais novidades em termos de choques culturais. Mas eu não contava que o Brasil começaria a mudar. Ou mudou sempre, só eu que não percebia antes.

Me chocou ler publicações gaúchas com muitos muitos muitos anglicismos. Reconheço que muitas vezes isso acontece porque determinadas expressões do inglês não têm bons equivalentes em português. E aparentemente as pessoas estão usando essas expressões sem se dar conta. Fora o uso incorreto de REALIZAR, não vejo nada de errado, só acho curioso. E como estou mais acostumada com essas expressões em inglês, sempre fica aquele eco de tradução de roteiro de call center.

(O que me lembra que, em algum momento de 2009, perdi muito as esperanças de falar e escrever em inglês como uma nativa. Não que meu inglês seja ruim; americanos elogiam e estrangeiros acham que sou americana, mas é impossível enganar todos o tempo todo. Sempre acabo usando uma expressão que sai meio estranha porque foi traduzida de outra língua, ou não uso expressões em inglês complicadas em quantidade suficiente. Como me disse uma amiga: dá muito trabalho mudar pra outro país e ter que se preocupar com coisas que tu achava que já sabia fazer, como falar com os outros.)

(E alguém me explica essa demência do padrão de pontuação americano ser diferente do resto do MUNDO? Desaprendi todas as minhas vírgulas, e pontos antes ou depois do parênteses. Ah, e pode esquecer essa ortografia nova comigo, que a última vêz que escrevi um têxto de verdade na língua portugueza acho que ella nem estava em vigôr ainda.)

Me chocou um pouquinho (mas foi um choque idiota) ver que meu pai comprou todos os presentes de natal pela internet. Em 2006 ele morria de medo de botar o cartão de crédito num site. E, bah, como as pessoas estão online, né (hah)? Novelas com blogs e Twitteiros no BBB e jornais mandando as pessoas pro site. Só noto a diferença porque quando fui embora era menos, é claro. E porque, com toda essa modernidade, ainda sofro pra falar no Skype com a minha mãe e ainda acabamos no MSN Messenger (COMO ASSIM, MSN?).

E me chocou como eu tava ADORANDO os 37 graus de Porto Alegre. Como todos sabem, em Porto Alegre o melhor programa de verão é ficar fechado em casa no ar-condicionado esperando passar ou ser tele-transportado pra praia. Aqui em NY o verão é mais ou menos a mesma coisa, úmido e quente. Mas o inverno é muito cruel, praticamente não se sai de casa. No verão as pessoas ficam tão contentes com temperaturas acima do ponto de congelamento da água, com as flores, com narizes que não sangram mais, com os dias que anoitecem bem depois das 3 da tarde, que a reação natural ao verão é sair pra rua, pegar queimaduras de sol, andar de bicicleta no mormaço, SUAR MUITO, dormir em parques urbanos de biquíni, COMO ASSIM, tu não ficou na rua O DIA INTEIRO nesse lindo sábado de sol do VERÃO DE SAM? Deve ser porque tu NÃO TEM AMIGOS.

Me chocou também que eu ACHO que gastei mais dinheiro em trago no Brasil do que gasto aqui em NY. Mas, como também bebi mais, não tem como saber. Diferença: aqui tem Boddingtons, mas não tem cervejas uruguaias.

No mais, é bom voltar aqui no blog. Mas não conte muito comigo, porque eu sou um floco.

Histórias Bizarras, USA

Segway Tourism in Washington

01.07.10 | Permalink | Comment?

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