Essas fotos são do meu novo ensaio no Super Sexies, The Ballad of the Soldier’s Wife. Também publiquei também uma versão um pouco diferente no meu Flickr. Às vezes eu não consigo decidir
A modelo é a Rachel Jean, mais uma vez. Monique A. Albritton fez um excelente trabalho de maquiagem e cabelo. Além disso, as duas me ajudaram na produção do figurino. Elvira Ross, minha landlady, cedeu a sua fantástica sala de estar por dois dias pra gente produzir as fotos.

Charleston, St-Germain Cocktails, ir de ferry até Governor’s Island, bicicletas, cabo-de-guerra, um desfile de chapéus, um concurso de tortas e um show de burlesco. Como foi divertido aquele dia.

O da esquerda se chama CAT e o da direita, THE OTHER ONE. Não conseguimos decidir os nomes ainda, nem sabemos se seremos bons pais de gatos. Vamos ver.

Vou ignorar que ainda tem um post de 2008 na capa do blog, ok?
Fui pro Brasil de última hora nesse natal pra fazer um intervalo de sauna e calor nessa minha fria existência de -7 graus Celsius todos os dias. Eu achava que, a essa altura, voltar para o Brasil não traria mais novidades em termos de choques culturais. Mas eu não contava que o Brasil começaria a mudar. Ou mudou sempre, só eu que não percebia antes.
Me chocou ler publicações gaúchas com muitos muitos muitos anglicismos. Reconheço que muitas vezes isso acontece porque determinadas expressões do inglês não têm bons equivalentes em português. E aparentemente as pessoas estão usando essas expressões sem se dar conta. Fora o uso incorreto de REALIZAR, não vejo nada de errado, só acho curioso. E como estou mais acostumada com essas expressões em inglês, sempre fica aquele eco de tradução de roteiro de call center.
(O que me lembra que, em algum momento de 2009, perdi muito as esperanças de falar e escrever em inglês como uma nativa. Não que meu inglês seja ruim; americanos elogiam e estrangeiros acham que sou americana, mas é impossível enganar todos o tempo todo. Sempre acabo usando uma expressão que sai meio estranha porque foi traduzida de outra língua, ou não uso expressões em inglês complicadas em quantidade suficiente. Como me disse uma amiga: dá muito trabalho mudar pra outro país e ter que se preocupar com coisas que tu achava que já sabia fazer, como falar com os outros.)
(E alguém me explica essa demência do padrão de pontuação americano ser diferente do resto do MUNDO? Desaprendi todas as minhas vírgulas, e pontos antes ou depois do parênteses. Ah, e pode esquecer essa ortografia nova comigo, que a última vêz que escrevi um têxto de verdade na língua portugueza acho que ella nem estava em vigôr ainda.)
Me chocou um pouquinho (mas foi um choque idiota) ver que meu pai comprou todos os presentes de natal pela internet. Em 2006 ele morria de medo de botar o cartão de crédito num site. E, bah, como as pessoas estão online, né (hah)? Novelas com blogs e Twitteiros no BBB e jornais mandando as pessoas pro site. Só noto a diferença porque quando fui embora era menos, é claro. E porque, com toda essa modernidade, ainda sofro pra falar no Skype com a minha mãe e ainda acabamos no MSN Messenger (COMO ASSIM, MSN?).
E me chocou como eu tava ADORANDO os 37 graus de Porto Alegre. Como todos sabem, em Porto Alegre o melhor programa de verão é ficar fechado em casa no ar-condicionado esperando passar ou ser tele-transportado pra praia. Aqui em NY o verão é mais ou menos a mesma coisa, úmido e quente. Mas o inverno é muito cruel, praticamente não se sai de casa. No verão as pessoas ficam tão contentes com temperaturas acima do ponto de congelamento da água, com as flores, com narizes que não sangram mais, com os dias que anoitecem bem depois das 3 da tarde, que a reação natural ao verão é sair pra rua, pegar queimaduras de sol, andar de bicicleta no mormaço, SUAR MUITO, dormir em parques urbanos de biquíni, COMO ASSIM, tu não ficou na rua O DIA INTEIRO nesse lindo sábado de sol do VERÃO DE SAM? Deve ser porque tu NÃO TEM AMIGOS.
Me chocou também que eu ACHO que gastei mais dinheiro em trago no Brasil do que gasto aqui em NY. Mas, como também bebi mais, não tem como saber. Diferença: aqui tem Boddingtons, mas não tem cervejas uruguaias.
No mais, é bom voltar aqui no blog. Mas não conte muito comigo, porque eu sou um floco.
O Jon ficou com PENA de mim e me deu até um abraço quando eu contei pra ele que tive que jogar o macarrão que tinha acabado de cozinhar inteirinho fora porque tinha LARVAS DE MARIPOSA dentro. Logo quando tudo estava começando a entrar nos eixos. É, pois é, a gente teve um senhor ataque de mariposas na casa em agosto. Cozinha, sala, quarto, tudo tomado por mariposas que, eventualmente descobrimos, estavam se alimentando de grãos secos. Jon não queria abrir os armários da cozinha, preferia ficar batendo palmas pela casa até acertar uns 10 bichinhos. No sexto dia, joguei TUDO fora e começamos de novo, mas aparentemente sobraram alguns no macarrão seco. Pelo menos esses não se espalharam.
Os feijões vão bem, mas dois pés dos sete que eu plantei estão doentes por algum motivo. Tenho que mandar uma foto pra minha mãe pra ela me dizer qual é o problema.
Depois de um mês. Tá, eu vou parar de falar dos benditos feijões, mas é que eles continuam crescendo numa velocidade assustadora.

E eu não parei de comer feijões, assim como não parei de comer carne de ovelha quando descobri que vinha das ovelhas.
Lembra do dia em que feijões brotaram na minha panela? Pois é. Eu fiquei com peninha DOS BEBÊS e plantei 10 grãos — basicamente todos os vasos que eu tinha em casa de todas as plantas que eu matei. 7 deles vingaram. Esse é um deles, hoje, 9 dias depois do NASCIMENTO.


Mas, também, eu marco facinho. In other news, acabo de consertar o freio da minha bicicleta. Mamãe jamais acreditaria. E até hoje não faço idéia de como funciona um carro.
Indo pra Porto Alegre na segunda metade de setembro, ficando até início de outubro, com direito a uma breve passagem por São Paulo pra resolver burocracias. Vamos tomar uma ceva?