Nikola Tesla, muito tempo depois de inventar o circuito alternado, já estava meio louco mesmo e inventou o RAIO MORTAL DO TESLA, que prometia ser tão ameaçador que acabaria com todas as guerras. Chamou todo mundo pra fazer uma apresentação do invento. Jogou um pássaro na frente do raio mortal, fulminando-o. Todos ficaram olhando sem dizer nada, já que não parecia muito mais ameaçador do que uma arma. Dias se passaram e na cidade chegou a notícia sobre aquele suposto meteoro que caiu na Sibéria e devastou uma área enorme, mas não matou ninguém. Ao saber disso, Tesla exclama:
- Errei a mira!
Brecht, lá pelas tantas fugia do avanço nazista pela Europa, passando por todos os países logo antes que eles fossem invadidos, até parar em Hollywood. Ele levou essa vida e até escreveu uma de suas peças nesse meio tempo, quando a Comissão de Atividades Anti-Americanas da Câmara dos Deputados pressionou-o para que ele contasse das suas atividades comunistas. Brecht mostrou uma certa vontade de cooperar típica de um estrangeiro sem muitos direitos nos EUA, e declarou que não falava inglês, obrigando a comissão a trazer um tradutor. Brecht passou o tempo inteiro criando problemas de interpretação para o tradutor e confundindo a câmara, até que alguém se deu conta de que ele escrevia roteiros em inglês para o cinema*. Ele instantaneamente continuou os depoimentos em inglês, sem explicação e sem muito protesto da comissão, que não tinha outros depoimentos pra coletar mesmo. Deu muitas informações inúteis aos americanos, enquanto fumava um charuto fedorento que deixava os deputados enjoados. Foi liberado depois de algum tempo, recebendo agradecimentos pela sua cooperação, e voou para a Suíça no dia seguinte.
Semanas atrás assisti ao Mike Daisey (sim, aquele contador de histórias do Invincible Summer) falar do Bertolt Brecht e do Nikola Tesla em 2 espetáculos da série Great Men of Genius. Minha grande dor foi perder P.T. Barnum. Mas uma palhinha do show pode ser escutada aqui:
E ele conta muito melhor do que eu.
Tem também palhinha do Tesla:
* roteiros inteiros não, mas cenas perdidas em filmes: podia ser até um filme adolescente sobre um casal apaixonado que a cena do Brecht sempre envolviam uma multidão que se juntava em torno dos personagens principais sem NENHUM MOTIVO, começavam a protestar por causa de alguma coisa e dispersavam no fim da cena para que a história “de verdade” continuasse.