Como eu não sirvo pra ter um blog e passo um mês sem dar notícias (faço o mesmo com a minha mãe, para desespero dela), esqueci de avisar: o ensaio que fiz da Fergs em janeiro de 2005 finalmente entrou no ar lá no SuicideGirls.com. Chama-se A Red So Deep, que é também o nome da banda em que ela canta. Infelizmente, apenas membros do site podem ver o resto das fotos.

Isso é o que eu andei fotografando em janeiro. Não me pergunte. Eu respondo.



Uma amiga me convidou pra fotografar o casamento da irmã no início de janeiro. Como nunca tinha feito, e sempre tive algumas idéias para fotos desse tipo (do meu jeito, é claro), topei. Mesmo ouvindo que certamente seria um porre.
A última vez que eu folheei um álbum de casamento deve fazer uns 10 anos - meus amigos só começaram a casar recentemente, nenhum na igreja. Eu não conhecia o ritual. Então, a primeira coisa que fiz foi consultar uma amiga que trabalha no ramo, faz fotos de casamento em estilo conhecido como jornalístico - uma foto de casamento mais emotiva, que tem mais compromisso com o momento, especialmente com momentos inusitados e em preto-e-branco. Ela foi excelente e me deu todas as dicas, todos as fotos obrigatórias, como usar o flash e o fotógrafo auxiliar, com exemplos. Ainda assim, avisei os noivos de que nunca tinha feito aquilo.
E chegou o dia de ir pra igreja Santa Teresinha, de Porto Alegre. O noivo estava tenso, cometendo até mesmo grosserias. Eu estava tensa também, ainda que tivesse o Thiago pra me ajudar ali (que tirou fotos bem melhores do que as minhas), temia não ter certas fotos pra entregar. Mas não perdemos a hora da aliança, a foto da noiva na porta da igreja, dos padrinhos, da aia chorando sem motivo aparente, da platéia.
Depois da igreja, ensaio com os noivos. Jogo rápido, 15 minutos que tivemos que fazer no hotel onde se hospedariam pra noite de núpcias, e a certeza de que tenho algumas coisas a aprender sobre dirigir modelos.
Depois do ensaio com os noivos, a recepção. É a parte mais longa, e o lugar estava muito escuro, dificultando as fotos mais emotivas (crianças, flagrantes hilariantes, essas coisas). Foi quando eu tive a sensação de quando fazia pautas fotojornalísticas: as pessoas te tratam como um serviçal, sem nenhuma diferença. Não que te tratem mal, mas não deixarão de discutir na tua frente. Mas essa sensação provavelmente ficou esquecida, já que o one-on-one das fotos que fiz nos últimos anos priorizam o que eu imagino que a foto tenha que ser, e não os outros. haha.
Às 2 da manhã, voltei pra casa, moída, e prometendo pra mim mesma que nunca mais faria isso. Dias depois, os noivos escolheram as fotos e eu tratei tudo pra mandar fazer as cópias. Fiquei mais umas 4 ou 6 horas tirando as manchas brancas de suor dos rostos de todas as pessoas em mais de 100 fotos. Mas quando entreguei as imagens no mini-lab, o laboratorista ficou bastante impressionado, disse que os fotógrafos de casamento dificilmente fazem trabalho de tratamento das imagens que passe do equilíbrio de cores. É, eu mudei bastante depois de fazer ensaios pro Suicide Girls.
O pagamento certamente me acalmou quanto a nunca mais fazer esse tipo de trabalho. Na mesma semana, uma grande amiga pede que eu fotografe a cerimônia dela. E eu fui. Amiga é pra essas coisas, eu acho.
UPDATE: daí eu me lembrei que fotografei um montão de noivas antes:

@supersexies.org - As Virgens Melancólicas do Fim do Mundo/2001

@supersexies.org - As Virgens Melancólicas do Fim do Mundo/2001

@supersexies.org - La mariée mise à nu par ses celibataires, même/2004