A moda por aqui, e não sei quantas vezes ouvi falar disso nos últimos tempos, é a tal da dieta da limonada, que a Beyoncé fez pra gravar Dreamgirls. Consiste em tomar apenas limonada por DEZ ou VINTE E UM dias, passando MAL nos primeiros 4 e transcendendo qualquer sensação de fome em todos os dias seguintes. Não vou postar links aqui, mas tem sites com fotos do que sai do teu corpo, e é o DEMO. Isso não pode ser bom…
Mas isso era só desculpa pra comentar uma coisinha que foi motivo de vários constrangimentos:
= Lime = Limão
= Lemon = Lima
Porém, a Wikipedia me diz que em português é que tá errado, que limão na verdade é o que eu conhecia como lima e que lima nem é nada na real. Porto-alegrismo/brasileirismo da minha parte, ou o quê?
Acabei de publicar Play, Girl lá n’O Movimento das Fotógrafas Super Sexies, e achei que seria legal falar um pouco mais dele aqui no blógue. Esse ensaio é de quando eu ainda morava em Porto Alegre e só sonhava em vir pra cá, então faz bastante tempo (ok, admito, ando bastante devagar com as Super Sexies, mas é que a minha cabeça anda pensando em outras coisas ultimamente).
Mais uma vez a Vanessa Novaes posou pra mim (ela também figurava no 11:11, partes 1 e 2, também lá no Super Sexies), e eu fiquei muito muito muito feliz com o resultado. A idéia de fotografar uma menina lendo revistas pornográficas surgiu de uma foto que eu acho que nunca mais vou encontrar, mas que era basicamente de uma coleção de retratos cuja função era definir as vidas dos retratados naquele momento. E, bem, tinha essa foto dessa menina grávida e nua lendo revistas pornográficas no seu quarto com um ar entediado. O resto da historinha surgiu enquanto fotografava. As revistas pornográficas foram gentilmente cedidas da ex-casa do Ricardo Grzeca, onde o ensaio foi realizado. O baby-doll era da Vanessa, e as cerejas eu levei, além de algumas das Playboys, rentai e catálogos da Victoria’s Secret (que eu só assino por causa da Alessandra Ambrósio). Não usei nenhuma iluminação artificial, apenas a luz da Andradas que entrava na janela.
Ok, achei que isso de “vamos falar mais do ensaio ae” sairia mais rico. Mas agora que comecei, vou terminar. Creio que algum fotógrafo nerd ficará feliz se eu contar um detalhe da pós-produção que me salvou a vida: ColorVision Spyder2, um dispositivo de calibragem do monitor. O que isso quer dizer? Que o meu monitor era totalmente AZULADO, o que fazia com que, na hora de tratar as fotos, eu tentasse amarelar tudo para equilibrar, resultando em fotos QUENTES demais para a média dos monitores. Descobri em uma das aulas de fotografia que tenho feito que todos os monitores ficam meio RENGUES depois de um tempo, puxando para uma cor ou outra sem que se possa perceber. O Spyder, junto com seu software, mede todas as cores e intensidades do monitor com uma espécie de fotômetro e cria um novo color profile pro monitor para equilibrar a mudança de cor. Dessa forma, se pode tratar a foto “no olho” com mais segurança de o resultado será o melhor possível de monitor pra monitor — e principalmente na hora de imprimir. E é legal que essa calibragem seja feita uma vez por mês, e que, depois disso, se deixe o monitor ligado por pelo menos uma hora para ele aquecer antes de tratar as fotos. A relação entre isso e o ensaio da Vanessa? O Spyder foi meu motivo esfarrapado de procrastinação preferido dos últimos tempos para tratar essas fotos.
Ok, chega. Vão lá olhar as fotos, pelamor.
Fui no Google Plex hoje, na 16a. com a 8a. avenida:
- refeitório com vista pro Empire State Building servindo almoço grátis;
- 25 tipos de cereais matinais à disposição dos funcionários a qualquer momento;
- LEGO À VONTADE MESMO;
- pessoas circulando pelo escritório de patinete.
Até a escadaria de incêndio e os funcionários adolescentes nerds pareciam legais.
Update: não, eu não mandei meu currículo pra lá. Ainda.
Ontem eu tava saindo do trabalho em direção à Grand Central Station, que fica a umas 8 quadras curtinhas, pra ir pra casa quando ouvi que alguma coisa tinha acontecido por lá — uma conversa furtada sobre gente correndo e gritando. Saí pra rua e resolvi comprar uns vestidos antes de chegar lá, e na fila do caixa tinha uma mulher coberta de fuligem comprando chinelos e dizendo que, na correria, ela perdeu os sapatos. Ela ouviu um estrondo, depois fumaça pra todo lado e gente gritando GUNMAN, GUNMAN. Na rua de novo, percebi que centenas de pessoas falavam no celular mais do que normalmente (algumas também cobertas de fuligem), e exclamavam a palavra CHAOS. Tentei ligar pro namorado pra ver se ele poderia olhar o que tava acontecendo, mas não completou a ligação, creio porque as operadoras estavam lotadas de gente contando o que tava acontecendo. Subi até o escritório de novo e na TV dizia que era um cano de vapor (me pergunto para que serviria esse, a sério) que estourou, e, pouco antes disso, era um transformador que caiu. A minha linha de trem foi interditada, e com essa baderna somada à chuva mais torrencial que já vi na minha vida durante a manhã de ontem, demoraria 3 horas pra voltar pra casa de qualquer maneira. Perdendo todas as esperanças, finalmente consegui ligar pro namorado e convidei pra tomar uma ceva enquanto o resto se espremia em trens parados pela chuva e pelo re-routing de outros trens.
Uma pessoa morreu de ataque cardíaco e outras 20 ficaram feridas, provavelmente mais pela correria do que pelo acidente em si.
Que dia. Esse foi o assunto de ontem. Ninguém no escritório atina muito que eu sou brasileira, e eu não digo muito que venho de Porto Alegre, porque é um nome difícil pra americano entender, e ninguém vai lembrar depois mesmo. Então ninguém comentou sobre o acidente em Congonhas. Isso foi bastante irreal e triste, pois soube pelo MSN Messenger que todas as pessoas que conheço em Porto Alegre conheciam alguém que conhecia alguém que estava no avião. Pelo menos o Jon, que foi iniciado em ciências políticas brasileiras e dementes com Manda Bala, compreendeu a minha revolta. Ah, o Walter também.
Que lixo.
Cheguei ontem no show da Mirah e qual não foi a minha ingenuidade ao descobrir que um show dela é basicamente uma festa lésbica: acho que uns 90% da platéia era mulher, em grupos de 3 ou sozinhas. Alguns namorados também estavam presentes, e apenas um cara que eu desconfiei estar sozinho. Mas não é sobre a platéia, e nem sobre a Mirah (que é uma gracinha, cantou maravilhosamente bem e me mandou pra casa feliz e calminha) que eu queria falar. Eu queria mesmo falar é que a banda que abriu pra Mirah no Bowery Ballroom ontem, onde todas as bandas indie ou não querem tocar, se chama Magnoliah. É composta por duas meninas de, no máximo, 11 anos de idade que se alternam na bateria e na guitarra. Rock’n'Roll seco e pesado e bem bonitinho.

Fui pra uma fila de show no início da tarde do último sábado pra algo bastante incomum. A banda japonesa de avant-garde rock The Boredoms realizou uma espécie de happening no dia 7/7/2007 das 7:07 da noite até o sol se pôr. O evento aconteceu num parque em Dumbo, no Brooklyn, que fica na beira do East River, entre a ponte do Brooklyn e a de Manhattan, e consistia em uma orquestração, que eu creio improvisada, de 77 baterias posicionadas dentro de uma espiral. Observando um pouco, entendi que uma bateria seguia a outra de forma que a primeira inventava algo e a próxima entrava imitando na sequência seguinte, até fechar todas as baterias. O líder do Boredoms completava com uma guitarra que na real eram umas 4 guitarras que ele tocava com um cabo de vassoura, mais alguns sons eletrônicos.
Desculpa, eu não sou assim. Eu não fumo maconha, e estava sóbria na ocasião. Mas foi tão sensacional que eu não tenho referência pra explicar o que eu vi, apenas descrições vagas e hippies como “transcendental” e “sensação de que o barco passando pelo rio naquela hora estava ali pra fazer parte do show, e a ponte do Brooklyn também”.
Não apareceram bons vídeos disso ainda, mas esse hippie que fica filmando o céu e gravando os sons por um minuto é o do meu momento favorito do show:
Ok, deixa pra lá. Pronto, parei.
Esqueci de avisar antes, mas o Suicide Girls publicou um ensaio fotográfico que fiz da Fergs, onde ela ensina os gringos a fazer uma caipirinha. Fiquei bastante feliz com o resultado, e atribuo isso mais à Fergs, que estava em CHAMAS naquele dia, e à maquiagem e cabelo da Fernanda Brum do que ao flash on camera que substituiu o sol que fez falta naquele dia. Pra ver o ensaio completo, é necessário cadastrar-se, o que custa US$4 a US$8 por mês. Se rolar, publico mais umas fotos aqui, mas não esperem ver sem pagar o mais NU e HOT que a Fergs tem a oferecer ![]()