Enviei 2 mensagens SMS ontem à noite para uma amiga do trabalho após sair da festa da FIRMA:
- Just got home, me and my grand piano.
- And now we’re close friends to Alec Baldwin!
Nenhuma das afirmações acima é piada.
São 5 da tarde, ainda não saí pra festa, mas já comecei a beber uísque irlandês. E o pessoal do cubículo do lado está discutindo religião.
Trabalho num lugar onde ceva é religião: quase toda sexta-feira a PRESIDENTA do escritório de NY circula com um carrinho de ceva que ela oferece pessoalmente a todos os funcionários, isso quando não é alguma outra coisa, como o licor da semana passada. E as festas, que rolam a cada 2 meses, são muito visadas: todo mundo se entragola horrores e de graça e bem.
Pois hoje é um dia especial. No final do expediente haverá uma festa, que vai até 10 da noite. À fantasia (é primeiro mundo, afinal, e de acordo com o Walter, primeiro mundo adora um role playing). Tema: anos 20. Minha fantasia está numa sacola embaixo da mesa. Mas a minha fantasia não chega nem perto do que algumas pessoas aprontaram. Amanhã minha agenda, como a do resto dos meus colegas, só tem uma reunião marcada, às 2 da tarde. Nada pela manhã. Prevejo, como todo mundo, o horror.
Portanto, tenho que lembrar da estratégia básica para passar por uma festa dessas: não conversar com pessoas acima de mim na hierarquia após o 2o. copo, não sair em nenhuma foto após o 3o. copo, e ir embora antes que o público da festa se reduza pela metade. Nessas ocasiões não fazer merda não é uma opção. Mas, mesmo num lugar razoavelmente liberal/que entragola os funcionários, o que importa é não ser lembrado.
E meus amigos do meu ex-trabalho concluirão que eu aprendi bastante! Amigos, eu não mudei: eu fui promovida ![]()

Publicidade no teto de um ônibus metropolitano pergunta “Why did I join the NYPD?” (tecla sap: “Por que eu me alistei no departamento de polícia de New York?”). Olha, não sei.

Acho super pitoresco isso de plantarem REPOLHO nos canteiros das calçadas chiques por aqui.
Nikola Tesla, muito tempo depois de inventar o circuito alternado, já estava meio louco mesmo e inventou o RAIO MORTAL DO TESLA, que prometia ser tão ameaçador que acabaria com todas as guerras. Chamou todo mundo pra fazer uma apresentação do invento. Jogou um pássaro na frente do raio mortal, fulminando-o. Todos ficaram olhando sem dizer nada, já que não parecia muito mais ameaçador do que uma arma. Dias se passaram e na cidade chegou a notícia sobre aquele suposto meteoro que caiu na Sibéria e devastou uma área enorme, mas não matou ninguém. Ao saber disso, Tesla exclama:
- Errei a mira!
Brecht, lá pelas tantas fugia do avanço nazista pela Europa, passando por todos os países logo antes que eles fossem invadidos, até parar em Hollywood. Ele levou essa vida e até escreveu uma de suas peças nesse meio tempo, quando a Comissão de Atividades Anti-Americanas da Câmara dos Deputados pressionou-o para que ele contasse das suas atividades comunistas. Brecht mostrou uma certa vontade de cooperar típica de um estrangeiro sem muitos direitos nos EUA, e declarou que não falava inglês, obrigando a comissão a trazer um tradutor. Brecht passou o tempo inteiro criando problemas de interpretação para o tradutor e confundindo a câmara, até que alguém se deu conta de que ele escrevia roteiros em inglês para o cinema*. Ele instantaneamente continuou os depoimentos em inglês, sem explicação e sem muito protesto da comissão, que não tinha outros depoimentos pra coletar mesmo. Deu muitas informações inúteis aos americanos, enquanto fumava um charuto fedorento que deixava os deputados enjoados. Foi liberado depois de algum tempo, recebendo agradecimentos pela sua cooperação, e voou para a Suíça no dia seguinte.
Semanas atrás assisti ao Mike Daisey (sim, aquele contador de histórias do Invincible Summer) falar do Bertolt Brecht e do Nikola Tesla em 2 espetáculos da série Great Men of Genius. Minha grande dor foi perder P.T. Barnum. Mas uma palhinha do show pode ser escutada aqui:
E ele conta muito melhor do que eu.
Tem também palhinha do Tesla:
* roteiros inteiros não, mas cenas perdidas em filmes: podia ser até um filme adolescente sobre um casal apaixonado que a cena do Brecht sempre envolviam uma multidão que se juntava em torno dos personagens principais sem NENHUM MOTIVO, começavam a protestar por causa de alguma coisa e dispersavam no fim da cena para que a história “de verdade” continuasse.
Hoje eu consegui chegar no trabalho antes que começasse a nevar. Mas a primeira coisa que aconteceu foi uma tempestade de gelo (eu nem sei se tempestade de gelo e granizo é a mesma coisa, mas parece que granizo é maior e tal). Em seguida começou a nevar, que é bem mais bonitinha quando se está dentro de algum lugar quentinho olhando pra rua pela janela. Nevou horrores, mas não a ponto de deixar as ruas branquinhas ainda, e parecia mais ou menos assim:

Daí começou a chover. E eu saí pra rua pra comprar o almoço e a rua inteira tava escorregando por causa do gelo, e eu ainda não tenho botas pra andar no gelo. Tive a melhor idéia do mundo e comprei sopa de legumes japonesa, o que nem foi uma idéia tão boa assim, porque aquela sopa era a coisa mais água quente com legumes que eu já comi na vida. Choveu de novo, nevou de novo e choveu gelo de novo. Eu fiquei com preguiça horrores de continuar no trabalho e voltei pra casa um pouquinho mais cedo. Espero que eu não tenha que sair de casa nunca mais.
E vai ficar pior: as tempestades de gelo vão continuar, até que se acumule 5 cm de gelo na calçada e não exista sal suficiente no mundo pra derreter tudo. A neve será LEENDA no começo, mas depois ficará suja, marrom e amarela, derreterá para congelar em seguida e transformar todas as calçadas em um grande rinque de patinação. A chuva cairá pra congelar também. Fará frio de doer todas as extremidades. E lembrei daquele dia em que o aquecimento não funcionou na madrugada e, mesmo com 2 edredons de penas e vestindo um traje completo, eu não consegui dormir de frio.
É, eu não sabia o significado de tempo de merda antes de vir pra cá.
Eu sei que esse layout novo do blog é todo DESIGNER e tal, e que eu adorei e tu não gostou, mas ainda assim eu quero saber o que tu achou. Que a foto da Times Square ali do lado esquerdo no topo tá meio piegas eu já entendi.
Erin McKean, além de ser editor in chief da segunda edição do New Oxford American Dictionary, escreve um blog sobre vestidos e outro sobre lexicografia, além de fazer parte do conselho da Wikimedia Foundation. Eu acabei ficando acordada até agora assistindo o vídeo aí em cima da palestra dela aos funcionários do Google, onde ela conta as 10 coisas que ela gostaria que todo mundo soubesse sobre dicionários e como as buscas do Google ajudam no trabalho dela. Ela também falou no TED (e eu acho que todo mundo deveria assistir a todos os vídeos do site do TED) e na Pop!Tech.
Bem legal.