Quando a gente chegou na FESTA DO BIGODE ontem já eram 2 da manhã. Eu nem sei direito como fiquei sabendo dessa festa, tirando que veio num e-mail de uma lista de discussão do Yahoo! chamada Deep Dish Cabaret, e eu não faço idéia porquê assinei aquilo. De acordo com o e-mail, todo mundo na festa tinha que usar bigode, e bigodes falsos estariam à venda. Bigode aqui é uma coisa extremamente consumo irônico pelos JOVENS HIPSTERS, que ostentam grossos bigodes com as pontinhas pra cima, o que eu acho meio cansativo às vezes, consumo irônico demais, mas a Taís achou que seria divertido. Enfim, quando chegamos lá não tinha ninguém, mas a janela estava com as cortinas abertas e as luzes acesas, e tinha uma ceva na frente da casa. O que a Taís não viu porque não alcançou é que tinha um cara DESMAIADO DE MEIAS no chão, e um gato dando banda em volta. Bigode? Não consegui ver. Que tipo de festa do bigode acaba antes das 2 da manhã anyway?
Duas noites atrás, voltei de metrô pra casa, como sempre, mas em meio a uma baita gripe nesse fim-de-semana Taístico (o que é bom), e uma onda desesperadora de trabalho que eu não sei fazer. Na parada seguinte à que entrei entrou uma senhorinha chinesa beeeeeem pequenininha. O trem, pra variar, estava cheio, e era um daqueles trens esquisitos que foi desenhado com muito espaço, poucos assentos e poucos lugares pra se segurar. Ela não conseguia nem alcançar os puta-merdas altos. Daí ofereci o braço. Pra qualquer um que não mora em NYC, uma cidade supostamente muito pouco acostumada com gentilezas, isso vai parecer completamente corriqueiro, mas ela agradeceu, me deu o braço e perguntou “so, how are you?”.
Tivemos uma conversa completamente bobinha e superficial que durou apenas o caminho entre uma parada e outra, mas foi o suficiente pra eu voltar pra casa meio feliz.
A comunidade de information architecture tem uma coisa muito espertucha e massa de reconhecer o poder do marketing envolvido no compartilhamento de informações: a GRANDE maioria do que existe sobre IA está disponível online e de graça, espalhado por blogs e comunidades. Se alguém consegue encontrar a minha apresentação/deliverable/teoria, ela será reconhecida e eu terei muito mais trabalho/dinheiro/prestígio.
Por causa disso a IA Summit, evento de arquitetura de informação que acontece todo ano nos EUA, teve grande profusão de informação, mas a sensação que eu tive foi de que tudo aquilo já estava na internet em algum lugar — mas provavelmente eu não me prestaria a ler porque sei lá. Foi bom assistir ao vivo, especialmente palestras de gente como Eric Reiss, com patos de borracha sendo jogados na tela do datashow, Peter Morville, considerado o grande criador da disciplina de IA, Leah Buley, que eu nem conhecia mas que fez todo mundo ficar feliz. E isso tudo está ou estará disponível online em forma de podcasts, PDFs e slideshares
Junte tudo isso a muitas pessoas de áreas acadêmicas e de trabalho sendo simpáticas muito além da média pra falar com muitos estranhos e o que temos é um clima massa, agradável. O milhão e meio de brasileiros que apareceram foi uma surpresa boa; e eu não esperava que metade deles estivesse morando fora do Brasil.
Hm, que vontade de criar outro blog só pra falar de IA e coisas geek. Mas, ach, eu mal atualizo esse.